quinta-feira, fevereiro 26

Programa ANIP BNDES Periferias fortalece negócios no Jardim Ângela

Divulgação A Banca

O distrito do Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo, vai receber um dos maiores programas de fortalecimento de negócios periféricos do país. O Programa ANIP BNDES Periferias chega ao território com a proposta de apoiar 500 empreendedores locais, oferecendo formação continuada e capital semente que varia entre R$ 1 mil e R$ 10 mil por iniciativa.

O lançamento oficial acontecerá no dia 26 de fevereiro, às 19h, no Josyas Barber Shop, localizado na Rua Amaro Velho, 111, no Jardim Vergueiro, próximo à Av. Guarapiranga.

A iniciativa é realizada pela Articuladora de Negócios de Impacto da Periferia (ANIP), ligada à A Banca, com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O programa integra a estratégia nacional BNDES Periferias, que desde 2024 já destinou mais de R$ 355 milhões a projetos em favelas e comunidades urbanas.

Mais do que repasse financeiro, o programa aposta na construção de um ecossistema produtivo territorial. A metodologia combina rodas de conversa, fórum de participação social e dois percursos formativos com transferência direta de recursos.

Na modalidade “Pensando Junto”, iniciativas em estágio inicial recebem formação e R$ 1 mil para estruturar suas atividades. Já no percurso “Dando Aquela Força”, empreendimentos mais consolidados podem acessar R$ 10 mil para investir em estrutura, equipamentos ou fortalecimento institucional.

Segundo Marcelo Rocha (DJ Bola), fundador da A Banca, o diferencial está na combinação entre capital e protagonismo territorial. “Acreditamos que impacto, quando se fala em periferias, acontece ao conseguirmos romper o ciclo da pobreza financeira. E isso não acontece só com recurso, mas com formação, com troca entre pares, com participação de quem vive o território”, afirma.

Fabiana Ivo e Marcelo Rocha (DJ Bola). Divulgação A Banca

O ANIP BNDES Periferias vai priorizar cinco eixos estratégicos:


Negócios liderados por mulheres: Tem por foco o fortalecimento da autonomia econômica, da equidade de gênero e da valorização do trabalho das mulheres nas periferias.

Negócios da economia criativa: A busca recai sobre iniciativas culturais, artísticas, comunicacionais e criativas como vetores de geração de renda, identidade e desenvolvimento territorial.

Negócios de saúde integral: As inscrições podem ser feitas por empreendimentos que atuam no cuidado ampliado da saúde física, mental, emocional, espiritual e comunitária, considerando práticas tradicionais e saberes locais.

Negócios tradicionais: São os que estão enraizados nos territórios, preservando modos de fazer, saberes ancestrais, economias populares e práticas comunitárias historicamente construídas.

Negócios de impacto socioambiental positivo: Podem participar empreendedores de impacto comprometidos com a geração de benefícios sociais e ambientais, sustentabilidade, Justiça Climática e cuidado com os territórios.

A proposta é fortalecer iniciativas que já atuam na geração de renda, no cuidado comunitário, na cultura, na sustentabilidade e na preservação de saberes locais.

De acordo com Fabiana Ivo, gestora operacional de A Banca e da ANIP, a arquitetura do programa busca integrar capacitação, recursos financeiros e governança local. “Partimos do entendimento de que políticas de desenvolvimento territorial demandam articulação entre formação, financiamento e participação ativa dos atores envolvidos”, aponta.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo link: https://forms.gle/WtGuL2TgcWoTGz3UA

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