{"id":399,"date":"2024-08-19T20:09:34","date_gmt":"2024-08-19T23:09:34","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.mandanoticias.com.br\/?p=399"},"modified":"2024-09-12T13:24:37","modified_gmt":"2024-09-12T16:24:37","slug":"conheca-crica-monteiro-grafiteira-paulista-ha-mais-de-duas-decadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo.mandanoticias.com.br\/index.php\/2024\/08\/19\/conheca-crica-monteiro-grafiteira-paulista-ha-mais-de-duas-decadas\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a Crica Monteiro, grafiteira paulista h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><em>Atualmente morando na cidade de Embu das Artes, Crica contou que nasceu, cresceu e estudou no distrito do Campo Limpo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Por Noemi Santoro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"1000\" class=\"wp-image-400\" style=\"width: 1500px;\" src=\"https:\/\/jornalismo.mandanoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/27629148_1549319788519880_1028294217967112232_o.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/jornalismo.mandanoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/27629148_1549319788519880_1028294217967112232_o.jpg 2048w, https:\/\/jornalismo.mandanoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/27629148_1549319788519880_1028294217967112232_o-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo.mandanoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/27629148_1549319788519880_1028294217967112232_o-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo.mandanoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/27629148_1549319788519880_1028294217967112232_o-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornalismo.mandanoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/27629148_1549319788519880_1028294217967112232_o-1536x1024.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><em>Crica Monteiro, grafiteira plural da zona sul de S\u00e3o Paulo. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Facebook<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">O grafite \u00e9 uma dos elementos da cultura hip hop, mas nem sempre foi visto como algo bom e sim como uma pr\u00e1tica criminosa. Come\u00e7ou em Nova Iorque, nos Estados Unidos em 1970, alguns jovens come\u00e7aram a deixar suas marcas e desenhos nas paredes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">N\u00e3o demorou muito para que o grafite come\u00e7asse a aparecer nas paredes e muros do Brasil e, aos poucos, foi perdendo essa imagem criminosa e foi virando algo cada vez mais presente na cultura brasileira. Mas, a maioria dos artistas que ganham visibilidade de imprensa com esses desenhos nas paredes s\u00e3o homens, poucas mulheres que participam desse movimento s\u00e3o reconhecidas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Vamos conhecer um pouco a hist\u00f3ria de uma das grafiteiras mais influentes dessa arte no Brasil, Cristina Monteiro, mais conhecida como Crica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>De onde voc\u00ea \u00e9?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Hoje sou moradora da cidade de Embu das Artes, mas sou cria do Campo Limpo. Eu nasci, cresci e estudei aqui no Campo Limpo, no Parque Esmeralda. Eu sempre penso nesse processo de crian\u00e7a vivendo nesse espa\u00e7o da zona sul, um lugar onde h\u00e1 muita cultura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Como voc\u00ea come\u00e7ou no grafite?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Primeiro, queria dizer que n\u00e3o vim da picha\u00e7\u00e3o, eu admiro demais os pichadores, mas a minha hist\u00f3ria vem antes de ser grafiteira. Tenho uma m\u00e3e que come\u00e7a a trabalhar com artesanato e tamb\u00e9m dar aula, ent\u00e3o, a minha m\u00e3e \u00e9 a primeira pessoa empreendedora que vi na minha vida sendo mulher. Ela tamb\u00e9m costurava, ent\u00e3o eu cresci em um ambiente com materiais de pintura. Meu pai era pintor de pr\u00e9dio e, na adolesc\u00eancia, fui picada pelo bichinho do grafite, foi quando entrei no movimento hip hop.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Al\u00e9m do grafite, voc\u00ea trabalha com alguma outra coisa?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Hoje eu trabalho 100% com a minha arte. Atuo em quatro \u00e1reas: o grafite que vem antes de tudo e me levou para v\u00e1rios lugares; por causa do grafite eu sou formada em design de interface, trabalhei anos no mundo corporativo at\u00e9 chegar o momento da minha carreira; enquanto designer; e ilustradora que tamb\u00e9m faz parte da minha carreira enquanto artista, eu comecei a entrar cada vez mais dentro da ilustra\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m fui para o lado da cria\u00e7\u00e3o de conte\u00fado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Voc\u00ea apoia o movimento \u201cN\u00e3o \u00c9 S\u00f3 Tinta\u201d, qual o objetivo dessa manifesta\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Antes de mais nada, tudo isso aconteceu, principalmente, por que a gente percebeu que o Ita\u00fa Cultural fez um projeto que era para ter muitas m\u00e3os, mas n\u00e3o teve. Contar a hist\u00f3ria do grafite \u00e9 muita coisa, fazer a hist\u00f3ria do grafite de forma unilateral \u00e9 muito errado, ent\u00e3o eu acho que nosso maior motivador para bater de frente com uma corpora\u00e7\u00e3o, por que a gente t\u00e1 falando de uma grande empresa que \u00e9 o Ita\u00fa, tem muita responsabilidade porque muita gente vai nesses espa\u00e7os com excurs\u00e3o de escola para entender qual \u00e9 a essa hist\u00f3ria do grafite e a hist\u00f3ria do grafite foi contada muito pela perspectiva de uma pessoa privilegiada, branca, que vive no centro de S\u00e3o Paulo, aliada a um grupo de pessoas que n\u00e3o abrange o resto da galera do movimento.<span id=\"docs-internal-guid-1956afaa-7fff-ad74-baa4-4ce79085db0b\"><div><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; color: rgb(0, 0, 0); background-color: transparent; font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; vertical-align: baseline;\"><\/span><\/div><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atualmente morando na cidade de Embu das Artes, Crica contou que nasceu, cresceu e estudou no distrito do Campo Limpo. 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